Pedi a duas pessoas que enviasse cada uma um post para ser publicado aqui no Perdido em Salvador, uma de Brasília e a outra de Salvador, quando ambas perguntam o prazo, tendo eu respondido: “pode ser pra hoje” , tenho as seguintes respostas:
A resposta baiana:
“Pô véi, pode ser amanhã não? Sabe como é ne, todo baiano tem preguiça…rs”
A resposta da brasiliense:
“Putz! Posso deixar pra amanhã? To cheia de trabalho aqui, e também é que eu to numa ressaca maldita, fui pra uma festa ontem…”

Enfim, ficou tudo pra amanhã, (de qualquer forma eu não ia publicar hoje mesmo pois ia revisar antes),

A baiana e sua eterna ressaca…

Abrasiliense e sua eterna ressaca…

Tudo se resume em ressaca.

O mundo ta invertendo… ou como dizem aqui, “se batendo”.

Bom, amanhã, post especial quase confirmado! (se a ressaca deixar… é claro)

Se você também é um(a) perdido(a), mande sua contribuição pra ca, pelo e-mail: blogperdidoemsalvador@gmail.com

O primeiro choque

9 julho, 2008


Brasília, uma tarde de abril de 2007.

Em casa, sem nada pra fazer e com dinheiro no bolso banco, quando resolvo viajar para Salvador curtir mais um desencanto amoroso visitar a minha mãe, eis que chego a terra da felicidade, sabe com é né, vida de turista é sempre uma maravilha, um local paradisíaco, um padrasto como guia e uma semana para torrar toda aquela grana em praias e mais praias, a primeira vista, Salvador parece o céu comparado a Brasília, clima umido, praia, cerveja barata, bikinis, kilos de acarajé, moqueca, camarão, etc…

De cara, com menos de 30 minutos em Salvador ja escuto a primeira pérola, entro no carro, sinto um cheiro tenebroso de pinga (daquelas mais vagabundas mesmo) e meu padrasto diz: “Ah! Liga pro cheiro do carro não, porque fulano tava em água ontem.” , como em terra de índio não se grita, fiquei la parado, em guerra com meus neurônios tentando ao menos entender a lógica do que seria “estar em água” , eis que sou salvo pela minha tradutora mãe: “Tava em água quer dizer que tava bêbado” , e isso foi só o inicio do que vou mostrar aqui.

Tão rápido como decidi viajar, terminou minha viagem, e já estava eu olhando praquele bilhete aéreo, no ultimo dia com turista, quando decidi simplesmente migrar para Salvador, assim, meio que egocêntrico, sem pensar muito nas pessoas que eu deixaria em Brasília, sem pesar a saudade imensa e o amor que eu sinto pela Capital.

Voltei na data prevista para minha amada cidade, arrumei as malas definitivas, me despedi de quem prezo, e em uma semana, vim para esse universo paralelo chamado Salvador.

Não fazia idéia d’onde estava me metendo.