Eleições 2010

3 outubro, 2010


Domingo de eleição, não da pra correr do colégio eleitoral, como eu decidi não transferir o meu voto, principalmente por não ter acompanhado a história política daqui e por ser contra o antigo hábito de encher a cara de manguaça nesse dia, como ja era de costume aqui na Bahia e agora foi oficialmente liberado, o me restou justificar.

Primeiro me deparo com uma ladeira enorme, com uns 30º de inclinação e meio km de subida, e ja nessa ladeira, vejo a descarada e velha boca de urna, nem em feira livre se é tão assediado para fazer algo, da ladeira até a porta do colégio é assim! Só faltou o carro de som, mas a quantidade de cabos entregando santinhos é maior que a de panfleteiros em dia de promoção conjunta de todos os supermercados da Bahia, e a PM? Tava la, como quem não via nada, não sabia de nada…

Dentro do colégio escuto (Duas mulheres conversando):
” -Venha cá coisinha, você voto ni quem pra deputado?
– Ói, eu nun gravei numero de ninguem não, sai chutando até aparecer algua coisa, nun lembro mar não.
– Oxi mulhé, e porque nun voto no Ilto 50?
– Quee nada, eu lá lembrava.
– E pra governadô?
– Ai foi Jaquisi Wagné (Escuta-se bem assim)”

Enquanto isso torço pra Sr.ª esposa do ex-dono de Brasília não ser eleita pela maioria cega.

Vamo nessa Brazíu (porque o Brasil ja se foi.)


Andando pela cidade, dá pra ver a comunicação em massa da TranSalvador (Antiga SET, também conhecida como Serviço de Engarrafamento de Trafego, e é fato de que quando eles estão de greve a cidade flui mais) informando sobre a nova lei que obriga o uso de cadeirinha no banco traseiro para crianças de até 7 anos e meio, até ai tudo bem e muito bem!

O grande problema é:

Como ja citei em alguns posts, uma das coisas que logo se nota aqui em Salvador, é que “não existe lei de transito”, não existe pois os motoristas não seguem, e os responsáveis pela fiscalização não fiscalizam, vai desde mais da metade não saber o que é seta (ou sinalização como dizem aqui), passando pela grande maioria que fala “dias” no telefone enquanto dirige, o não uso de cinto de segurança, o esquecimento da função de uma faixa de pedestres até carregar 5 pessoas na carroceria de uma pickup, dirigindo sem cinto de segurança, tomando cerveja (conhecido como comendo água) as 12hs em uma terça (não festiva), cruzando a cidade toda. Dai eu me pergunto: Fazer essa campanha toda pra que???

Agora vejam um texto que recebi de um baiano, falando sobre os  motoristas baianos, que é uma pura realidade (é grande mas vale a pena):

Guia Rápido para Dirigir em Salvador

Robson Oliveira (baiano)
Vindo à capital da Bahia a passeio e tendo que se adaptar ao jeitinho baiano de dirigir, não se assuste. Em Salvador você verá atrocidades; você duvidará que o motorista que violentamente insiste em lhe expulsar da pista goza de boa saúde mental; você não entenderá como nós soteropolitanos, famosos no mundo por não se estressarem, nos transformamos em seres raivosos quando estamos ao volante. Não fazemos por maldade, guiamos preocupados apenas com o centro do universo, nós mesmos, os baianos, os piores motoristas do Brasil. As lições vão lhe ajudar no trânsito de Salvador.

1ª Lição: Faixas Inúteis. A pintura de faixas, quando existe, não serve para absolutamente nada. Nós não sabemos exatamente para que a via foi dividida em faixas. Passamos de uma faixa para outra, rodamos sobre as faixas “seguindo os pontinhos” como se não quiséssemos nos perder… e em qualquer curva preferimos a tangente, mesmo que a faixa ao lado esteja ocupada por algum “leso”. Acostume-se, esqueça as faixas, sinta-se livre.

2ª Lição: Parar Já. Paramos onde e quando precisamos; às vezes até ligamos o pisca alerta. Todos podem esperar um pouco. Na rua onde mal passa um carro, que diferença podem fazer cinco ou dez minutos parado até que “voinha” desça da casa de “mainha”? Se o carro da frente parar, tenha paciência, espere até que ele decida seguir ou, também é permitido, buzine alucinadamente para extravasar sua raiva, sabendo que não vai adiantar. Desconte no próximo, pare também onde e quando quiser, aqui pode.

3ª Lição: Setas Invertidas. Não temos idéia do que passava na cabeça de quem colocou aquelas luzinhas amarelas que piscam quando nossos filhos mexem naquela alavanca inútil que fica próxima ao volante. Às vezes acionamos sem querer a luzinha que pisca na esquerda ou na direita. Se desejamos ir para a esquerda, vamos, não importa se a tal luz amarela está piscando, muito menos se pisca do lado certo. Seta é coisa de carioca “isperto”, nós não precisamos de seta para guiar. Nunca sinalize em Salvador, você poderá desviar a atenção do baiano que vai ao seu lado.

4ª Lição: Meter o Terço. Metendo um terço do seu carro na frente do baiano que teria a preferência você automaticamente obriga-o a ceder em seu favor. Meta o terço em qualquer situação: em cruzamentos perigosos, ao entrar em vias rápidas, quando quiser passar à frente de algum otário, enfim, meter o terço lhe garante vantagem indiscutível. É possível que às vezes ocorra uma pequena batida, coisas da vida. Se bater saia do carro e comece a bater papo com o outro baiano. Vocês acabarão descobrindo que são parentes ou que têm amigos em comum: “Você num é irmão do Tinho? Não, sou primo. Rapaz, cê parece dimais com ele, é escrito e escarrado. Como tá Inha, cunhada do Tinho?”

5ª Lição: Emparelhar. Fique sempre ao lado de algum carro. Se ele acelerar, acelere também. Se reduzir a velocidade, reduza e permaneça “emparelhado”. Emparelhar deixa o baiano seguro. Vá juntinho, melhor seguir acompanhado. Se atrapalhar quem vem atrás não se avexe, quem quiser passar que passe. É isso mesmo, às vezes a oitenta por hora, ou a vinte, os baianos adoram andar emparelhados… e só Deus sabe o motivo.

6ª Lição: Dois Dedos. Dois dedos é a distância normalmente mantida por um bom motorista baiano do carro da frente. Colado, bem juntinho. Achamos que assim é possível aproveitar ao máximo o espaço disponível em nossas ruas. Outra vantagem em manter dois dedos do carro da frente é mostrar que estamos com pressa, que o carro da frente deve se apressar. Não importa se o motorista da frente não está atrasado como um bom baiano. O que importa é seguir colado. Não se perca, siga sempre a dois dedos do carro da frente.

7ª Lição: Fila é Para Otário. Em qualquer conversão, onde normalmente só caberia um carro, nós baianos fazemos a fila dupla, tripla, às vezes dá até para a quarta fila. Nunca espere o leso que está aguardando pacientemente a conversão, fila é para otário. Passe à frente, meta o terço, tome a preferência da conversão à força. Quem quiser que buzine.

8ª Lição: Buzina no Sinal Verde. Nós, baianos, há muitos anos disputamos o campeonato de acionamento de buzina após a abertura do sinal. Aguarde o sinal verde com as duas mãos prontas para acionar violentamente a buzina do seu carro. O recorde é de Toinho, irmão de Ninha, dois centésimos de segundo após a luz verde. Capriche na buzina, rápido, mesmo que você esteja sem pressa, mesmo que buzinar não faça nenhum sentido.

9ª Lição: Lixo no Carro Não. É, é isso mesmo que você forasteiro está pensando. Nos nossos carros baianos não pode ter lixo. Vai tudo pela janela: latinha de cerveja, fralda suja, palito de picolé, ponta de cigarro, garrafa pet. Somos muito asseados, lixo no carro não. Quem quiser que varra a rua. Acostume-se e, se do carro da frente for jogado algum objeto grande, desvie sem reclamar.

10ª Lição: O Retorno É Aqui. Nas ruas de Salvador é possível retornar em qualquer lugar. Gire o volante e, se couber, ótimo. Se não “deu jogo” dê uma rezinha rapidinha e complete a manobra. Quem quiser que espere ou se bata. Quem procura retorno é otário. Não se assuste de depois da curva der de cara com uma D20 atravessada na pista, manobrando para retornar a dez metros do retorno correto.

Boa sorte no trânsito de Salvador. Antes que eu esqueça: para dirigir em Salvador você não precisa, necessariamente, olhar para frente. Converse olhando sempre para o carona. Fale ao celular, leia, procure coisas no porta-luvas, enfim, descontraia, crie você mesmo suas regras de trânsito.”


A ex-professora Jaqueline Carvalho, que foi demitida da escola em que trabalhava após dançarTodo Enfiado‘, é a nova dançarina da banda ‘O Troco’. A informação foi confirmada na tarde desta sexta-feira (11) pela empresária (perai, EMPRESÁRIA?! JA TA ASSIM?) da ex-professora.


Jaqueline e o vocalista Mário Brasil: a dupla voltará a atacar nos palcos

Com a repercussão de um vídeo que foi divulgado no Youtube com imagens de Jaqueline dançando a música, o cantor Mário Brasil a convidou para ser dançarina da banda. Depois de negociações quanto ao valor da contratação, Jaqueline resolveu aceitar a proposta nesta sexta-feira (11).

A pró alegou que tomou ‘dois litros de whisky‘ (perai denovo! 2 lts de whisky?! Essa mulher é uma esponja? um tonel? ou a reencarnação de algum bebum da escócia?) para dançar no pagodão

Ela será apresentada oficialmente como a nova dançarina da banda durante um show no Pier 41, na Ribeira, desta noite. Toda a renda do show será doado a Jaqueline, que até então estava desempregada.

Após a polêmica, a ex-professora recebeu convites para participar de programas em todo o país e está negociando cachê para posar nua. A empresária de Jaqueline confirmou que os valores com a revista masculina ainda estão sendo acertados, mas que um acordo virá em breve.

Fonte: CORREIO DA BAHIA | Foto: Evandro Veiga


Ontem eu publiquei aqui uma matéria sobre a professora que foi demitida porque estourou no Youtube um vídeo em que ela dançava a música “Todo Enfiado”.
No vídeo o cantor da banda O troco, Mario Brasil, levanta o vestido dela e estica a calcinha da professora até ficar totalmente enfiada em suas partes íntimas.
A moça das imagens é uma professora de matemática para crianças de 5 a 7 anos de idade que lecionava no Instituto Social Objetivo (ISO), no bairro de Brotas, em Salvador na Bahia.
O “sucesso” de vídeo chamou a atenção da diretoria do colégio que acabou demitindo a pró.
“Não tiro a razão da escola porque trabalho com educação infantil. Todo ser humano erra e estou arrependida. Não estava nas minhas condições normais. Consumia álcool”, confessou a educadora, de 28 anos de idade que é mãe de uma filha de 7, e que mudou forçadamente do próprio bairro por causa dos comentários.
“Aquilo foi só uma brincadeira, não faz sentido ela ter prejuízo por isso.” Comenta um dos integrantes da banda revoltado com a demissão da professora dançarina.

Agora… a putaria o video completo, enviado pelo Kuelho:

Vamos ver se a banda vai ter a honra de contratar a moça.

Caso o youtube tire do ar, use este!

Esse post é um oferecimento do Blog do Kuelho.


Uma professora baiana, apreciadora de axé pagode, foi demitida porque estava no ensaio da banda “O Troco” e aparece fazendo uma coreografia erótica da música “Todo Enfiado”. A história toda aconteceu na casa de shows Malagueta Hall, foi demitida do colégio em que trabalhava. Motivo: O vídeo foi parar no Youtube, a cidade toda começou a comentar, levando a diretora e os outros professores da escola a assistirem as peripécias da educadora. Não deu outra, mandaram a coitada pro olho da rua pra tristeza da maioria dos alunos. “Ela era muito descontraída e ensinava bem.” comenta um dos alunos.

Agora… o video:

Copiei do Blog do Kuelho

Só acontece na Bahia

13 agosto, 2009


1°) SER PRESO NA LIBERDADE.
2°) FUMAR NO CAMPO DA PÓLVORA.
3°) TOMAR BANHO DE MAR NO RIO VERMELHO.
4°) PASTOR EVANGÉLICO MORAR NA CAPELINHA DE SÃO CAETANO.
5°) ATRAVESSAR A RUA NA CALÇADA.
6°) MORAR NO URUGUAI E TRABALHAR EM ROMA.
7°) FALTAR AGUA NA CAIXA D’ÁGUA.
8°) UM ADULTO TOMAR BANHO NA ÁGUA DE MENINOS.
9°) CANDOMBLÉ NO TERREIRO DE JESUS.
10°) HOMEM DO PAU-MIÚDO SE CASAR COM MULHER DA CURVA GRANDE E DA MATA ESCURA.
11°) IR EM ROMA E NÃO VER O PAPA.
12°) CONFUSÃO NA RUA DO SOSSEGO.
13°) ASSASSINATO NA RUA DA PAZ.
14°) NÃO ENCONTRAR APOIO NA RUA D’AJUDA.
15°) JOVENS NA PRAÇA DOS VETERANOS.
16°) NÃO DAR ESMOLAS NA PRAÇA DA PIEDADE.
17°) CASAS VELHAS NA CIDADE NOVA.
18°) LAGOA DE ÁGUA DOCE DENTRO DE VILAS DO ATLÂNTICO.
19°) ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO NA BOA VIAGEM.
20°) ASFALTO NO CAMINHO DE AREIA.
21°) LAVAGEM DO BONFIM TERMINAR EM BRIGA.
22°) COLHER MANGA, UMBU, LARANJA E OUTRAS FRUTAS NA CAJAZEIRAS.
23°) PERDER ALGUMA COMPETIÇÃO NO CORREDOR DA VITÓRIA.
24°) LUZ NA MATA ESCURA.
25°) ADOECER NA SAÚDE.
26°) MORRER NA SEXTA E SER ENTERRADO NAS QUINTAS.
27°) PEGAR UM ÔNIBUS PARA A VIDA NOVA.

Não entendeu?  O que está em negrito são bairros na Bahia

Isso quer dizer que:

1- Eu volteeeiiii….
2- Marjore… relaxe minha filha.. relaxeee

Copiei do Uhull.


Colé, meu bródi! Olá, amigo.
Colé, misera! Olá, amigo.
Tô em água!
Estou bêbado.
Colé, men! Olá, amigo.
Diga aê, disgraça! Olá, amigo.
Digái, negão! Olá, amigo. (independente da cor do amigo)
E aí, viado! Olá, amigo. (independente da opção sexual do amigo)
E aê, meu rei!? Olá amigo.
Ô, véi! Olá amigo.
Diga, mô pai! Oi para você também, amigo!
ÊA! Olá, amigo.
Colé de mêrmo? Como vai você?
É niuma, miserê Sem problemas, amigo.
Relaxe mô fiu Sem problemas, amigo.
Cê tá ligado qui cê é minha corrente, né vei? Você sabe que é meu bom amigo, não é?
Bó pu regui, negão? Vamos para a festa, amigo?
Aí cê me quebra, né bacana Aí você me prejudica, não é meu amigo?
Aooonde! Não mesmo!
Vô quexá aquela pirigueti Vou paquerar aquela garota.
Vô cumê água Vou beber (álcool).
Colé de mermo? O que é que você quer mesmo? (Caso notável de compactação!)
Eu tô ligado que cê tá ligado na de colé de merma Estou ciente do seu conhecimento a respeito do assunto.
O brother tirou uma onda da porra. O cara se achou.
Tá me tirando de otário é? Está me fazendo de bobo?
Tá me comediando é? Está me fazendo de bobo?
Se plante! Fique na sua.
Se bote ae, vá! Chamada ao combate físico
Eu me saí logo Eu evitei a situação.
Shhh… Ai, mainhaaa Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.
Oxe! Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.
Lá ele! ou Lá nele Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar ou passar para outro.
Lasquei em banda! meteu sem dó nem pena.
Biriba nela mô pai Manda ver! (no sentido sexual da coisa)
Ó paí ó Olhe para aí, olhe!
Essa expressão foi utilizada pela primeira vez pelo capitão português Manoel da Padaria a frente da Nau Bolseta, que por infortúnio (leia-se burrice) perdeu-se da frota portuguesa no caminho para as índias e veio parar na Bahia. Desde então foi resgatada pelo povo baiano, assíduo leitor de Camões, já que trata-se de um texto apócrifo dOs Lusíadas, que nem os portugueses sabiam (Nenhum jamais concluiu a leitura do clássico). É muito usada por aqui, tanto que virou filme, peça teatral, música, marca de refrigerante, água de coco, barzinho, cerveja, igreja….
Num tô comeno reggae! Não estar acreditando ou dando muita importância.
Num tô comeno reggae de (fulano)! Não estar com medo de provocação/ameaça de (fulano)
Tome na seqüência misêre Tomar o troco de algo ruim que vc fez
Eu quero prova e R$ 1,00 de Big-Big! Não acreditar. O Big-Big é um chiclete muito valorizado por pessoas de todas as classes.
Sai do chão! Frase típica e predileta das bandas de axé. O intuito da mesma é de que indivíduo se agite e curta o som tocado em questão.
Rumaláporra! Agir violentamente contra alguém ou algo.
Picá a porra! Agir violentamente contra alguém ou algo.
Rumaládisgraça Agir violentamente contra alguém ou algo.
ei, ó o auê aí ô tida como unica frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo, significa parem de baderna.
Bó batê o baba Chamar os amigos para uma partida de futebol
Bó pro reggae Chamar os amigos para a balada
Salvador é também conhecida por ser uma cidade cujo dialeto deu um LAR aos mais diversos impropérios do cancioneiro popular local
Possivelmente você um dia já foi convidado a visitar A casa da porra, a casa do caralho, a casa da desgraça!
Aqui também existe a Casa de Noca que ninguém sabe onde fica, mas sabe-se que lá sempre o couro come.

[abreaspas] Perdido diz: Putz! Nunca demorou tanto pra se fazer um post! hehehe. Eu ainda fiquei na duvida de postar em duas partes, mas deixamos como está, demorou, mas saiu um livroooooo; detalhe de que o tachado é o post.”[fechaaspas]

Então, resolvi aceitar esse desafio de colaborar aqui no Perdido fazendo um post sobre Salvador e o que eu (pouco) sei sobre Brasília.

Na verdade não me faltam assuntos sobre Salvador… e taí o problema, não me faltam, sobram! Mas como sei que muitos deles estarão digitados aqui em breve… vou adiantar o reggae*, meu lado e o texto.

Sendo assim a primeira observação que faço é sobre a simpatia dos soteropolitanos. É bonito ver como aqui as pessoas são e podem ser mais alegres, mais leves com a vida. Tudo bem que o cenário ajuda bastante, mas é como se todos soubessem que engrandecer os problemas não ajuda muito e só ocupa a mente e o fim-de-semana.

Pois é, simpatia, solidariedade… dá até gosto pedir informação na rua, acho que é o único lugar no mundo (fora as cidades pequenas que não têm tanta coisa interessante pra se fazer…), que uma pessoa é capaz de desviar do próprio rumo pra ajudar outra a encontrar seu objetivo.

Isso se deve também a um relativo nível de (futricagem) curiosidade. São essas mesmas pessoas que em uma hora de conversa se tornam seus melhores amigos, no dia seguinte estão dormindo na sua casa, na semana que vem pedindo dinheiro, roupa, mulher, marido, cachorro ou a po**a toda (como dizemos carinhosamente por aqui) emprestados. E nem é por mal, é por bem mesmo ou simplesmente pelo fato do baiano ser um ser sociável (em sua maioria).

Característica que me remete instantaneamente à malandragem baiana… no modo de se portar, de paquerar (uma dica para as mulheres, se estiver no reggae** e sorrir um pouco mais efusivamente para um cara, mesmo que não seja com segundas intenções, fud*u, pode apostar que em 5 segundos tem um maluco te dizendo mil e uma frases “criativas” ao pé do ouvido, tipo: “Seu burro tá na sombra?”), de levar a vida, de trabalhar… Tal como nossos dialetos: “é barril, véi”, “queimação, papá”, “se chegue não, vú”, “tô de cara!”, “bala!” e o tão famigerado “massa” (usado pra tudo!), “E o acarajé? Massa!”,  “Gostou do show? Massa!”, “Vamos passear? Massa!”, “Perdi tudo, velho… Massa!.

Resumindo, Salvador é terra de alegria, do carnaval também (e nem precisa de comparações com Recife e demais cidades, são energias e perspectivas totalmente diferentes, só vivenciando pra ter noção), da diversidade musical (que vai além do Axé, já que nós estamos cada dia mais abertos – lá ele*** – a novos segmentos musicais, seja o dub com percussão, ao rock com ragga, ao reggae com riff’s engajados, sem esquecer da nossa cultura regional), da variedade artística (são mais de 30 teatros na cidade, com artistas e peças de muita qualidade, algumas poucas salas de arte, alguns cinemas principais, um circo de tradição e outros de passagem…), dos dias insuportavelmente quentes, da pouca valorização dos profissionais em geral, das noites que acabam cedo, dos engarrafamentos gigantes em dias chuvosos, das festas de camisas coloridas e por aí vai.

Mas mudando de SSA para BSB, que há alguns anos atrás pra mim era somente a sigla de BackStreetBoys e nada mais que isso (0_0)… o que primeiro vem na minha cabeça é: POLÍTICA (assim em caixa alta mesmo). E aí segue… planalto central, diretas já, ditadura, Lula, poeira, Niemeyer, asfalto liso, cidade plana, rock, Renato Russo (que é carioca!), organização, concurso público, dinheiro… e só. Admito que meu conhecimento sobre o Distrito é quase zero e talvez por isso tenha vontade de conhecer a cidade… pelo menos lugar pra ficar já sei que tenho né, hehehe.

Por Larissa Oliveira. 

Legenda:
*Reggae: processo, situação
**Reggae: rock, night, balada
***Lá ele: Lá nele, em mim não.

Relato de uma Candanga…

5 setembro, 2008


Fui afortunada.. por um sorteio no mínimo suspeito, pra fazer um post sobre Brasília e Salvador. Peraaêeeeeee.. eu nunca fui em Salvador, fudeu!

Comecemos por Bsb, aliás essa eu conheço bem!

Capital federal, lugar onde a umidade do ar varia entre 2 e 90%, aqui todo mundo é velho, seja novo ou seja velho mesmo! É velho, velho e velho. Quando naum souber o q dizer, naum tiver o q dizer, ou lhe faltarem as palavras.. é infalível.. exclame! Veéeeeeii! Paradoxal… todo mundo conhece todo mundo, mas ninguém conhece ninguém na verdade.

Ao contrário dos outros centros metropolitanos, as favelas ficam longe, beeeem longe das mansões, e detalhe.. a passagem é R$3,00, a mais cara do Brasil! Tudo é longe, reto, amplo e limpo. Pelo menos onde os olhos da elite alcançam! (Perdido diz: Longe?! Tadinha, ela não mora em Salvador…)

Comprar pó é mais fácil q pão, e pra comprar “crack” você anda menos do que pra chegar a parada de ônibus…q aliás, também é longe! As ruas naum tem nomes, nem esquinas.. tudo é numerado W3, L2, 405, 913… bem sinalizada, placas pra todos os lados, só q analfabeto aqui tem menos mobilidade q tetraplégico.

Ao contrário do que se pensa, quem é de Brasília naum necessariamente é filho de senador, marajá, não vive em função de queimar índio em parada e nem espancar garçom (em Salvador). Os shoppings são a sensação, pq aqui naum se tem absolutamente NADA pra fazer.. ateh tem, mas um baladinha simplória não fica por menos de R$40,00, não mesmo!

As tribos urbanas são bem definidas. Diferenciadas por duas coisas básicas: música e grana! Pobre anda com pobre e ponto. Os playboys gostam das loiras siliconadas, e o resto.. se mata no cabeleireiro, na academia e nos centros estéticos ( q existem em maior quantidade do que igrejas e butecos). Não poderia deixar de fora os EMOS.. eles são responsáveis por Brasília ser denominada a “San Francisco brasileira” (aqui tem a maior concentração de gay por metro quadrado! FATO) (Perdido diz: O pessoal de Sampa vai contestar isso, né Vini? Pcc?..)

As crianças não brincam na rua, mas os carros param na faixa de pedestre. Brasília é cheia de dores e delícias; é o lugar onde vc demora meses pra fazer um amigo… mas vai tê-lo pro resto da vida. Onde vc naum vai conseguir respirar de tanta secura, mas vai pensar duas vezes antes de mudar, vc odeia hoje, e a manhã jah ama de novo e mais e mais!

Salvador…posso esculhambar?

Para ser sincera quando penso jah me vem a cabeça o pelourinho, a galera do rasta atrás do olodum (sem preconceitos.. eu USO rasta!) as baianas vendendo acarajés… o povo deitado numa rede… visão limitada seeeeii! Se bem q se vocês vivessem numa rede eu entenderia perfeitamente, pq calor dá uma lesêeera! Penso tbm em carnaval, Ivete Sangalo, Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Gal Costa, até na podre da Pitty, que vamos combinar neah gente! (tem as manhas de cagar tudo q ela põe a mão!) Continuem produzindo a galera do axé.. vocês são bons nisso! Deixa o Rock pra gente! ;D

Transmissores de alegria, diversão… hospitaleiros. E vamos parar com isso de que baiano é preguiçoso, p0or que no fundo no fundo.. todo mundo é!

postado por Michelle, candanga perdida 1 dia em Salvador.

Perdido diz: Pra quem não sabe, parada é ponto de ônibus, e pagode é axé.

Se você tem alguma coisa pra dizer ao perdido ou contar, mande-me um e-mail: blogperdidoemsalvador@wordpress.com

Comodismo e esquecimento.

18 agosto, 2008


Primeiramente peço desculpas por ter descuidado “disso” aqui… mas… correria é isso ai… triste de quem acha que aqui tudo é pro ano que vem, porque na realidade é pra ontem semana que vem.

Já falei aqui antes que baiano não é moroso como se é dito em todo o país, mas é claro que tem alguns pontos de comodismo preguiça algumas vezes. Como esperar 1 dia inteiro pra receber um orçamento de um serviço simples, ou então o fechamento da maioria do comércio (isso mesmo, de padarias, mercadinhos e até farmácias) na hora do almoço ou em feriados, não só para se alimentar, mas pra tirar o bom e velho cochilo (que não é em rede) de uma hora e meia.

A algum tempo joguei esse assunto em uma roda de discussão, tentando comparar principalmente a parte de serviços e atendimento (diga-se de passagem, péssimo na maioria das vezes) entre Salvador e outras grandes metrópoles como São Paulo ou até Brasília que nem é tão grande assim. E a reação bairrista foi logo esboçada pelos meus colegas Sotéropolitanos, defenderam sua cultura com o seguinte mandamento: “Se é pra amanhã, eu vou fazer outra coisa hoje.” Mas no quesito atendimento nada disseram e sim alguns concordaram que muitas vezes deixa a desejar.

Ainda assim, existe um problema social por trás disso tudo, as pessoas em Salvador reclamam da falta de oportunidade de emprego, e eu estranhando isso ja que Salvador abriga muitas empresas e indústrias, me deparei com o maior problema dessa cidade, a educação em si, vi algumas pesquisas e assustado descobri que existem sim várias vagas de emprego, só que elas simplesmente não são preenchidas, não só por falta de especialização, mas principalmente por falta de conhecimento em português básico e tratamento de pessoas, não só em concursos (que não são tão frequentes como em Brasília) mas principalmente em empresas de médio porte, forçando assim as microempresas a contratarem quem “sobra” no mercado mesmo sem um português ideal para um médio atendimento ou convívio com clientes, sendo assim, normal estar ao telefone com uma orçamentista que no final da ligação vai soltar: “Então tá, beijão negão!”, sendo aquela a primeira vez que você entra em contato, e ainda receber um e-mail formal com mais erros de português do que a redação de férias de um menino da primeira série.

Só aqui fui enxergar de uma vez que o português (matéria escolar), mesmo com suas “frescuras”, é o mais importante estudo em seu todo, sorte a minha vir de um estado que tem uma ótima educação e que não foi largado pelo gorverno nesse quesito.


A anos que a “Festa Americana” (aquela que os convidados levam tudo, inclusive outras convidadas) foi implantada no Brasil, seja com outros nomes, o intuito é o mesmo.

Em 2 meses de Salvador, fui convidado para uma festa na casa de uma conhecida, logo perguntei o que era pra levar, ja que fui condicionado a vida toda a fazer esse tipo de pergunta, tanto em festas de fundo de quintal na área mais pobre da cidade, como nas gigantes mansões da area nobre de Brasília, a resposta foi “Não traga nada! Não se leva nada para festa não, a não ser a barriga e o fígado.” E ao insistir em levar algo, ela se mostrou quase indignada com a situação, levou como afronta, e só ai a ficha caiu, de que em Salvador, quem convida banca tudo na maioria dos casos.

Outra diferença que percebi em conversas com outros aqui, é que em uma balada, se fulano esta afim de fulana, A MAIS DE UM MÊS! e mesmo que não tenha rolado nada entre eles porque o cara é lerdo e ruim de papo, todo o pessoal que anda com fulano, se recusa a ter qualquer aproximação com fulana que possa levar a algum relacionamento (mesmo que passageiro ou meros beijos), até mesmo se a fulana quizer outra pessoa da galera, então caso você seja amigo de um incompetente em matéria de mulher em Salvador, nunca saia com ele, a não ser que você tenha certeza de que não vai catar a mulher que ele ta afim, e que nem ela vai querer você, porque como ja disse aqui, as mulheres em Salvador tem atitude e chegam junto.

Dia mundial do orgasmo

31 julho, 2008


Sendo hoje o dia mundial da gozada do orgasmo, nada melhor do que abordar sobre o assunto, mesmo que  zilhões de outros assuntem a mesma coisa hoje.

Como nosso amigo do PCC disse hoje: “precisa de um dia pra isso?”, aqui em Salvador, NÃO PRECISA!

De todos os estados, por relatos e experiência própria, não existe mulher mais quente no Brasil, do que as baianas, tipo a resposta pra “O quê que a baiana tem…”, só que em um tom mais adulto e sincero.

Vários preceitos que rondam a sociedade são quebrados aqui em sua grande maioria, como o sexo no primeiro encontro por exemplo ou as brincadeiras nos cantos escondidos da cidade, assim como não é só papel do homem convidar uma mulher a um motel, mas sim de ambos, toma aqui a iniciativa quem está com mais vontade, com mais fogo.

Mas em diferença a tantas outras, como as brasilienses que fazem tanto charme para ir pra cama a ponto de segurar o cara por uma semana mesmo estando “a perigo” por frescura pura, as baianas não perdem tempo, ja que a vida é agora.

Sem contar o incentivo, que é de praxe se ver um motel em cima de um boteco, principalmente em tempos de lei seca, essa é uma ótima entrada saída.

E ainda os inúmeros casos de Ricardões, ja que a cultura baiana, reza que o marido corno não faz nada contra sua mulher, e sim mata o amante (não to brincando) e continua com a mulher, que um tempo depois vai arrumar outro amante isso se não tiver.

Então resumindo, na Bahia, não existe dia do orgasmo, e sim Milênio do Orgasmo!

“Porque sentir prazer, tem que ser todo dia, por toda a vida!”

S. D. and Rock’n Roll

29 julho, 2008


Ê saudade que da, da minha terra e da antiga vida, nessa época tão bem vinda. putz! Haja nostalgia.

No próximo final de semana, Brasília vai dispor do Festival Porão do Rock 2008, nada mais nada menos que um dos maiores festivais do gênero na América Latina, com anos de tradição, 21 bandas por dia, nacionais e internacionais, mais de 140 mil pessoas em média por Festival, 2 palcos, 2 dias, e muito, mas muito S. D. and Rock’n Roll.

É verdade que o Porão perdeu muito em qualidade ao passar dos anos, e que de um projeto cultural passou a grande empreendimento comercial, (principalmente com os 40 reais cobrados por dia este ano. Esqueceram que roqueiro é quebrado e pra poder pagar isso numa entrada tem que economizar o ano todo) mas hoje em dia, o que mais vale é a tradição, e justamente essa tradição que me faz extrema falta, afinal, não é atoa que chamam Brasília de a “Capital do Rock”.

E como ja era de se esperar, Salvador hoje é extremamente carente desse tipo de divertimento, é raro ter algum showzinho se quer de rock nessa metrópole, e quando tem, é mal localizado, caro e sem qualidade ou novidade sonora, sempre as mesmas bandas, no mesmo lugar longe, e você ainda paga de 10 a 20 reais pra assistir 3 bandas (pasmem) covers (pasmem novamente) mal ensaiadas e isso sem contar com a aventura para voltar pra casa, alem da violência, a meia noite praticamente não existe mais ônibus e pra piorar a lei seca ta ai.

Mas pra não tirar o brilho se é que se tem brilho do único fes… festi… ah! grande evento voltado para os pobres roqueiros que não tem pra onde ir o gênero, existe o Palco Rock, literalmente no meio do circuito do carnaval, não considero um festival, pois pelo espaço do evento, se couber 6 mil pessoas alguém vai morrer pisoteado, agora imaginem, você olha pra trás e vê praticamente todos os ícones do pagode e do axé em seus trios elétricos levados por 1 milhão de pessoas (quantidade mínima de turistas em salvador na época do carnaval) e ao mesmo tempo se humilha espreme e direciona os ouvidos para um simples palco montado no pior lugar e momento do mundo para se fazer um show de rock.

Pelo menos é grátis! Também vem com a policia baixando o sarrafo embutida, e o impagável preço de ter que ir embora justamente no meio da tribo que mais ”ama” os roqueiros e suas vestimentas negras.

Ô saudade Porão, ê saudade.

Divirtam-se por mim Candangos!

Muito S. D. and Rock’n Roll!