O tão esperado relato de uma baiana.

10 setembro, 2008


[abreaspas] Perdido diz: Putz! Nunca demorou tanto pra se fazer um post! hehehe. Eu ainda fiquei na duvida de postar em duas partes, mas deixamos como está, demorou, mas saiu um livroooooo; detalhe de que o tachado é o post.”[fechaaspas]

Então, resolvi aceitar esse desafio de colaborar aqui no Perdido fazendo um post sobre Salvador e o que eu (pouco) sei sobre Brasília.

Na verdade não me faltam assuntos sobre Salvador… e taí o problema, não me faltam, sobram! Mas como sei que muitos deles estarão digitados aqui em breve… vou adiantar o reggae*, meu lado e o texto.

Sendo assim a primeira observação que faço é sobre a simpatia dos soteropolitanos. É bonito ver como aqui as pessoas são e podem ser mais alegres, mais leves com a vida. Tudo bem que o cenário ajuda bastante, mas é como se todos soubessem que engrandecer os problemas não ajuda muito e só ocupa a mente e o fim-de-semana.

Pois é, simpatia, solidariedade… dá até gosto pedir informação na rua, acho que é o único lugar no mundo (fora as cidades pequenas que não têm tanta coisa interessante pra se fazer…), que uma pessoa é capaz de desviar do próprio rumo pra ajudar outra a encontrar seu objetivo.

Isso se deve também a um relativo nível de (futricagem) curiosidade. São essas mesmas pessoas que em uma hora de conversa se tornam seus melhores amigos, no dia seguinte estão dormindo na sua casa, na semana que vem pedindo dinheiro, roupa, mulher, marido, cachorro ou a po**a toda (como dizemos carinhosamente por aqui) emprestados. E nem é por mal, é por bem mesmo ou simplesmente pelo fato do baiano ser um ser sociável (em sua maioria).

Característica que me remete instantaneamente à malandragem baiana… no modo de se portar, de paquerar (uma dica para as mulheres, se estiver no reggae** e sorrir um pouco mais efusivamente para um cara, mesmo que não seja com segundas intenções, fud*u, pode apostar que em 5 segundos tem um maluco te dizendo mil e uma frases “criativas” ao pé do ouvido, tipo: “Seu burro tá na sombra?”), de levar a vida, de trabalhar… Tal como nossos dialetos: “é barril, véi”, “queimação, papá”, “se chegue não, vú”, “tô de cara!”, “bala!” e o tão famigerado “massa” (usado pra tudo!), “E o acarajé? Massa!”,  “Gostou do show? Massa!”, “Vamos passear? Massa!”, “Perdi tudo, velho… Massa!.

Resumindo, Salvador é terra de alegria, do carnaval também (e nem precisa de comparações com Recife e demais cidades, são energias e perspectivas totalmente diferentes, só vivenciando pra ter noção), da diversidade musical (que vai além do Axé, já que nós estamos cada dia mais abertos – lá ele*** – a novos segmentos musicais, seja o dub com percussão, ao rock com ragga, ao reggae com riff’s engajados, sem esquecer da nossa cultura regional), da variedade artística (são mais de 30 teatros na cidade, com artistas e peças de muita qualidade, algumas poucas salas de arte, alguns cinemas principais, um circo de tradição e outros de passagem…), dos dias insuportavelmente quentes, da pouca valorização dos profissionais em geral, das noites que acabam cedo, dos engarrafamentos gigantes em dias chuvosos, das festas de camisas coloridas e por aí vai.

Mas mudando de SSA para BSB, que há alguns anos atrás pra mim era somente a sigla de BackStreetBoys e nada mais que isso (0_0)… o que primeiro vem na minha cabeça é: POLÍTICA (assim em caixa alta mesmo). E aí segue… planalto central, diretas já, ditadura, Lula, poeira, Niemeyer, asfalto liso, cidade plana, rock, Renato Russo (que é carioca!), organização, concurso público, dinheiro… e só. Admito que meu conhecimento sobre o Distrito é quase zero e talvez por isso tenha vontade de conhecer a cidade… pelo menos lugar pra ficar já sei que tenho né, hehehe.

Por Larissa Oliveira. 

Legenda:
*Reggae: processo, situação
**Reggae: rock, night, balada
***Lá ele: Lá nele, em mim não.

Uma resposta to “O tão esperado relato de uma baiana.”

  1. […] é… e eu soteropolitana do dendê (da gema, que não seria…) estou de volta ao Perdido (flashback), dessa vez para comunicá-los de que agora faço parte dessa equipe perdidassa. Sendo assim não […]

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